Novas tendências em relação a meios de envio

O que veremos em breve no mercado são empresas se unindo para criar cooperativas de frete, para atenderem uma região maior do que poderiam atender operando de forma avulsa.

      E serviços como o Frenet comprovam isso. O grande problema dos novos serviços é a integração com as plataformas de e-commerce.

      Para ocorrer uma integração com as plataformas de e-commerce é necessário que as formas de pagamento tenham um serviço de cálculo online, web-service ou API. Sem isso é praticamente impossível integrar nas lojas virtuais o meio de envio e é nisso que muitas transportadoras pecam e pecam muito.

      Neste sentido a Frenet está oferecendo uma grande solução ao mercado por ser um gateway de fretes. Permitindo que dezenas de transportadoras menores e algumas até grandes, tenham um serviço de cálculo online sem ter que investir praticamente nada.

      Ampliando assim a gama de soluções de transporte no mercado.  Tanto grandes transportadoras como pequenas estão presentes no sistema da Frenet.

Dica: se você comercializa produtos de grande volume, como violões, varas de pesca, aeromodelos, etc …. esqueça os Correios e parta para uma plataforma com mais opções de frete e transportadoras tradicionais.

Outras tendências de logística

Há alguns anos atrás, entenda-se por 2015 à 2018, houve uma moda em relação ao Drop shipping. Já abordamos neste livro sobre a parte comercial de Drop shipping, neste ponto falaremos mais da parte logística.

Drop shipping ou estoque na fonte é uma técnica de gestão da cadeia logística na qual o revendedor não mantém os produtos em estoque, ele oferta e comercializa produtos que estão no estoque do fornecedor. Assim que o cliente completa o pedido de compra, o revendedor solicita e paga ao fornecedor que fará todo o processo de embalagem e envio diretamente ao cliente.

A moda no e-commerce começou por meados de 2015 com a valorização do real, muitos empreendedores virtuais vendiam aqui no Brasil produtos que compravam na Ásia (aliexpress, ou ebay) e mandavam entregar diretamente para o consumidor final aqui no Brasil.  

Como a quantidade é pequena e sempre para usuários finais, dificilmente a mercadoria era barrada pela Receita Federal. Naquela época o frete internacional era bem mais rápido, normalmente em 3 semanas a compra era entregue.

Obviamente se o empreendedor fizesse compras em escala, para ter um estoque local, ele seria taxado e teria que pagar os devidos impostos, etc …. O simples fato de não pagar impostos, não ter estoque próprio, obviamente tornam o preço mais baixo e isso foi um grande “diferencial”.

Contudo, com a desvalorização do real, a diminuição da cota de importação pessoal via Correios para US$ 50,00 e a maior fiscalização da Receita Federal nestas encomendas, fez com que o negócio de drop shipping internacional tivesse uma queda drástica. 

Na prática nas lojas virtuais, o drop shipping internacional sempre foi complicado de se trabalhar porque o frete era variável na origem. Normalmente no e-commerce convencional a origem é sempre a mesma, e o destino que varia (cep loja origem, cep destino cliente final), porém a origem sendo variável o cálculo de frete se torna muito complicado. São poucas as lojas (sistemas) que fazem o cálculo com precisão ou tem essa possibilidade. Então nestes casos acabou se adotando um frete fixo + frete variável que cobria todas as custas de frete. Exemplificando, custo inicial de frete R$ 50,00, somado ao frete da loja até o cliente dentro do Brasil. 

O mercado nacional obviamente viu uma oportunidade de se trabalhar com o drop shipping e alguns distribuidores de eletrônicos, informática e áudio começaram a oferecer soluções de drop shipping (cito, Aldo, Hayamax, Alcatéia como exemplos).  Ou seja, o lojista importa o cadastro de produtos do sistema do distribuidor para sua loja virtual. Configura uma margem de venda, e ao vender emite o pedido para o distribuidor que irá fazer a entrega direta ao cliente final.

Na teoria é algo lindo, maravilhoso e fácil. Contudo, na prática a realidade é outra.

Ainda existem questões problemáticas como frete, que deveria ser calculado pelo distribuidor, mas não é.  No mercado nacional, essas possibilidades começaram no final de 2017,  no ano de 2018 não evoluíram muito com soluções, infelizmente. 

E mais infelizmente ainda é que poucas plataformas de e-commerce sérias abraçaram essas integrações com os distribuidores, até mesmo pela precariedade da integração que não prevê certas situações como frete, postagem do pedido e crédito de pagamento do lojista.

Na minha humilde opinião, no formato que está hoje, não compensa trabalhar, não é interessante para as plataformas investirem na integração e não é viável para os lojistas ao ponto de otimização do processo.

Em termos de logística e fluxo de caixa é muito interessante para o lojista, sem dúvidas, este formato de operação.

Otimização de trabalho com meios de envio

Normalmente todas as plataformas de e-commerce já permitem a impressão de etiquetas básicas de envio das mercadorias, com os dados de remetente e destinatário. Isso na tela de cada pedido e com um simples clique.

Algumas plataformas também dispõem de impressão da “declaração de conteúdo” que os Correios passaram a exigir em 2018 quando o envio é sem NF.

Mas existem sistemas como SIGEPWEB dos Correios que aperfeiçoam ainda mais o procedimento. Com a geração de etiqueta própria dos Correios já com código de barras e número de rastreamento, antes mesmo de a mercadoria sair de suas mãos.

Recomendamos o uso de ferramentas como estas a partir do momento que você possuir um volume acima de 5 envios diários, pois com certeza irá lhe ajudar muito na otimização do trabalho.

Existem ainda outras ferramentas que fazem o acompanhamento das entregas dos objetos, com notificações da posição do objeto por e-mail ao cliente, e ainda sistemas que controlam atrasos nas entregas e até montam petição padronizada para solicitação de multa de atraso dos Correios.

Outros meios de envio

É muito comum o lojista procurar atender clientes de sua região com meios de transporte próprio mais em conta. E até para alguns segmentos o uso de motoboy e pagamentos contra-entrega.

A aplicação disso vai depender muito do seu segmento e também se a plataforma permitir configuração de fretes manuais por faixas de cep ou bairro.  As plataformas que recomendamos aqui e utilizamos de exemplo permitem este tipo de configuração.

Não entraremos muito neste assunto, basta dizer que você pode criar faixas de CEP ou selecionar bairros e definir um valor de entrega para o kg inicial e kg adicional ou atém mesmo um valor fixo, e também pode definir frete grátis. Existem várias possibilidades.

Para utilização de outros meios de envio como JadLog, Melhor Envio, Mandaê, Intelipost, Braspress, o outro meio de envio que sua plataforma permite e que utilize web-service (cálculo online) é necessário ter cadastro junto ao meio de transporte e possuir credenciais de consulta de frete (usuário, senha ou token).

Cada vez mais as está havendo necessidade de se optar por transportadoras e opções aos Correios. Enquanto escrevo este livro os Correios aplicaram uma nova regra que acresce R$ 79,00 aos fretes se uma das medidas da embalagem / caixa (largura, altura, comprimento) for maior que 70 cm. Fica evidente que é necessário alternativas, não é possível depender única e exclusivamente dos Correios.

Hoje muitas transportadoras como Braspress, Jamef, Remais, Jadlog já são opções do mercado. Temos inclusive serviços de motoboy evoluíndo para serem opções viáveis no e-commerce.

Configuração de meios de envio

Vamos demonstrar nas plataformas selecionadas a configuração básica dos Correios. Primeiramente é necessário se certificar que o CEP origem que é o seu CEP esteja correto. Todo o cálculo é feito através do CEP de origem, portanto certifique-se que esteja correto.

Segundo ponto muito importante, quando você cadastrou os produtos, deve ter preenchido os campos de peso bruto e medidas do produto corretamente. Isso vai influenciar de forma crucial nos valores dos fretes a serem cobrados.

Normalmente os meios de envio estão sempre localizados no menu Meios de envio, porém configurações como dados de CEP de origem e tabelas de contrato podem estar localizadas em partes distintas como configurações gerais e configuração de integrações.

Uma vez configurado estes dados a plataforma de e-commerce já deve estar habilitada para realizar os cálculos automáticos de fretes.

Correios com contrato ou sem contrato?

Qual a diferença de ter um contrato com os Correios e não ter? Primeiro ponto é o preço, quem tem contrato utiliza uma tabela com cerca de 10% de desconto do preço balcão. Outra vantagem do contrato é que você paga os envios no final do mês, e não a cada envio.

A desvantagem é que você tem que despachar pelo menos R$ 600,00 (este valor pode alterar) em total de fretes por mês (valor a consultar para cada contrato). Se você imaginar que o valor médio de um envio é de R$ 25,00, então se você despachar 30 pedidos no mês o contrato já estaria sendo cumprido. Atualização: em 2019 os Correios implementaram também um número mínimo de envios mensais para 66.

O grande problema é que os Correios foram muito mal administrados por muito tempo, e estão em situação financeira complicada, tem aplicado muitas mudanças que estão dificultando e encarecendo os fretes. 

Normalmente os sistemas de e-commerce geram etiquetas para serem impressas com os dados de remetente e destinatário e também declarações de conteúdo. O que facilita muito o trabalho do lojista.

Depois com um volume de envios diários existem ferramentas que otimizam o trabalho como SigepWeb, EasyCourirer, que permitem o lojista gerar as etiquetas de envio e montar as PLP direto no sistema.

Referente a regras de frete grátis seja por região, ou por valor de compra abordaremos mais a frente quando falarmos de políticas comerciais.

Opções de meio de envio

Novamente infelizmente as boas opções como TotalExpress, DirectLog só atuam com grandes contas, ou seja, com volume. Para os iniciantes no e-commerce as duas opções que restam em um modo geral são Correios, Jadlog, Melhor Envio.

Mesmo a Jadlog, você conseguirá preços competitivos após ter um pequeno volume de envios. Isso é absolutamente normal e é o padrão do mercado, até mesmo para Correios, existe tabela balcão para quem não tem contrato e uma tabela diferenciada para quem tem contrato com preços um pouco melhores. Para quem tem volume grande os preços melhoram.

Melhor envio é uma alternativa bem legal, eles organizam um pool de entregas e negociam um contrato melhor com transportadores devido ao volume. O preço fica muito bom e é acessível até mesmo para quem tem um volume pequeno de envios. 

Então voltando ao tópico, o mais comum é uso dos Correios, sendo PAC e SEDEX o padrão de mercado. E-Sedex não existe mais, os Correios ficaram de lançar um novo produto para o mercado de e-commerce, mas até hoje não lançaram.

PAC é mais demorado e mais barato. SEDEX é mais barato, porém é mais rápido. SEDEX não é entregue em todas as localidades. Se você está em uma capital e um cliente compra na mesma capital somente o Sedex estará disponível.

Correios tanto para PAC como para SEDEX tem limitação de peso, sendo o máximo despachado 30 kg. Também existem limites de tamanhos, medidas. Na verdade existe todo um conjunto de regras como largura máxima, altura mínima, … em um contexto geral a soma das medidas (altura + largura + comprimento) não pode passar 200 cm e a altura, largura ou comprimento não pode ser maior que 100 cm.

Meios de envio

Quando um cliente faz uma compra em sua loja virtual, na grande maioria das vezes é necessário escolher um meio de envio desta mercadoria.

Embora existam os produtos digitais e a retirada em loja, a necessidade de um meio de envio é predominante.

Devido o tamanho territorial do Brasil, temos um problema grande com os meios de envio que atendem todo o território nacional. Os Correios ou EBCT é a única empresa que atende 100% do território nacional.

E talvez devido a isso, infelizmente o meio de envio mais utilizado ainda são os Correios, apesar de toda sua ineficiência, incompetência. Mas aos poucos outras boas soluções estão começando a aparecer no mercado.